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Drug Data - A-Z (Portugues)

Drug Description

Cada ml de solução contém 2000 UI de epoetina alfa* correspondendo a 16,8 microgramas por ml 1 seringa pré-cheia de 0,5 ml contém 1000 unidades internacionais (UI) correspondendo a 8,4 microgramas de epoetina alfa * Produzida em linhas celulares CHO por tecnologia de ADN recombinante

Presentation

Solução injectável em seringa pré-cheia (injectável) Solução límpida e incolor

Indications

Tratamento da anemia sintomática associada a insuficiência renal crónica (IRC) em doentes adultos e pediátricos:
- Tratamento da anemia associada a insuficiência renal crónica em doentes pediátricos e adultos em hemodiálise e em doentes adultos em diálise peritoneal.
- Tratamento da anemia grave de origem renal acompanhada por sintomas clínicos em doentes adultos com insuficiência renal ainda não submetidos a diálise.

Tratamento da anemia e redução da necessidade de transfusões em doentes adultos submetidos a quimioterapia para tratamento de tumores sólidos, linfoma maligno ou mieloma múltiplo e em risco de necessitarem de transfusão com base na avaliação do estado geral do doente (p. ex., estado cardiovascular, anemia pré-existente no início da quimioterapia).

Abseamed pode ser utilizado para aumentar a colheita de sangue autólogo de doentes num programa de pré-doação. A sua utilização nesta indicação deve ser ponderada face ao risco comunicado de acontecimentos tromboembólicos. O tratamento só deve ser administrado a doentes com anemia moderada (hemoglobina (Hb) 10 - 13 g/dl [6,2 - 8,1 mmol/l], sem deficiência de ferro), se não estiverem disponíveis procedimentos de conservação de sangue ou se estes forem insuficientes quando a cirurgia electiva major programada requerer um grande volume de sangue (4 ou mais unidades de sangue na mulher ou 5 ou mais no homem).

Abseamed pode ser utilizado para reduzir a exposição à transfusão sanguínea alogénica em doentes adultos sem deficiência de ferro, antes de cirurgia electiva ortopédica major, que tenham um risco perceptível elevado de complicações associadas a transfusões. A sua utilização deve ser restringida a doentes com anemia moderada (p. ex., hemoglobina 10 - 13 g/dl) que não tenham disponível um programa de pré-doação autóloga e nos quais seja previsível uma perda de sangue de 900 a 1800 ml.

Adult Dosage

O tratamento com Abseamed deve ser iniciado sob a supervisão de médicos com experiência no controlo de doentes com as indicações anteriormente mencionadas.

Posologia

Tratamento da anemia sintomática em doentes insuficientes renais crónicos adultos e pediátricos:

Em doentes com insuficiência renal crónica, o medicamento deve ser administrado intravenosamente.

A concentração de hemoglobina alvo situa-se entre 10 e 12 g/dl (6,2 - 7,5 mmol/l), excepto em doentes pediátricos nos quais a concentração de hemoglobina se deverá situar entre 9,5 e 11 g/dl (5,9 - 6,8 mmol/l).

Os sintomas e as sequelas da anemia podem variar com a idade, o sexo e a carga geral da doença, sendo necessária a avaliação por parte de um médico do estado clínico e da condição de cada doente. Abseamed deve ser administrado por via intravenosa a fim de aumentar a hemoglobina para valores não superiores a 12 g/dl (7,5 mmol/l). Um aumento na hemoglobina superior a 2 g/dl (1,25 mmol/l) durante um período de quatro semanas deve ser evitado. Devido à variabilidade intra-doente, pode bservar-se ocasionalmente valores de hemoglobina superiores e inferiores ao nível de hemoglobina desejado num doente individual. A variabilidade da hemoglobina deve ser resolvida através da gestão da dose, tendo em consideração o intervalo de hemoglobina alvo de 10 g/dl (6,2 mmol/l) a 12 g/dl (7,5 mmol).

Em doentes pediátricos, o intervalo de hemoglobina alvo recomendado é de 9,5 a 11 g/dl (5,9 - 6,8 mmol/l).

Deve ser evitado um aumento na hemoglobina sustentado superior a 12 g/dl (7,5 mmol/l). Se a hemoglobina subir mais de 2 g/dl (1,25 mmol/l) por mês, ou se a hemoglobina sustentada exceder 12 g/dl (7,5 mmol/l), deve reduzir-se a dose de epoetina alfa em 25%. Se a hemoglobina exceder
13 g/dl (8,1 mmol/l) deve interromper-se a terapêutica até que o nível desça a níveis inferiores a 12 g/dl (7,5 mmol) e, em seguida, reinstituir a terapêutica com epoetina alfa com uma dose 25% inferior aos níveis anteriores.

Os doentes devem ser monitorizados de perto para assegurar que é utilizada a dose mais baixa aprovada de epoetina alfa a fim de fornecer um controlo adequado da anemia e dos sintomas da anemia.

Os níveis de ferro devem ser avaliados antes e durante o tratamento e, se necessário, com administração de suplementos de ferro. Além disso, devem ser excluídas outras causas de anemia, tais como deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, antes de se iniciar o tratamento com epoetina alfa. A ausência de resposta ao tratamento com epoetina alfa pode ter as seguintes causas: deficiência de ferro, ácido fólico ou vitamina B12; intoxicação por alumínio; infecções intercorrentes; episódios inflamatórios ou traumáticos; perdas de sangue ocultas; hemólise e fibrose da medula óssea de qualquer etiologia.

Doentes adultos em hemodiálise:
O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de correcção:
50 UI/kg, 3 vezes por semana por via intravenosa. Quando se torna necessário um ajuste da dose, este deve ser feito em etapas de pelo menos quatro semanas. De cada vez, o aumento ou redução da dose deve ser de 25 UI/kg, 3 vezes por semana.

Fase de manutenção:
Ajuste da dose de modo a manter os valores de hemoglobina no nível desejado: Hb entre 10 e 12 g/dl (6,2 - 7,5 mmol/l).

A dose semanal total recomendada situa-se entre 75 e 300 UI/kg administrada por via intravenosa. Os dados clínicos disponíveis sugerem que os doentes com hemoglobina inicial muito baixa (< 6 g/dl ou < 3,75 mmol/l) podem necessitar de doses de manutenção mais elevadas do que aqueles cuja anemia inicial é menos grave (Hb > 8 g/dl ou > 5 mmol/l).

Doentes pediátricos em hemodiálise:
O tratamento divide-se em duas fases:

Fase de correcção:
50 UI/kg, 3 vezes por semana por via intravenosa. Quando se torna necessário um ajuste da dose, este deve ser feito em aumentos de 25 UI/kg, 3 vezes por semana, em intervalos de pelo menos 4 semanas até ser atingido o objectivo pretendido.

Fase de manutenção:
Ajuste da dose de modo a manter os valores de hemoglobina no nível desejado: Hb entre 9,5 e 11 g/dl (5,9 - 6,8 mmol/l).
Geralmente, as crianças com peso inferior a 30 kg necessitam de doses de manutenção mais elevadas do que crianças com peso superior a 30 kg e adultos.

Foram observadas as seguintes doses de manutenção em ensaios clínicos após 6 meses de tratamento:

  Dose (UI/kg administradas 3x /semana) Dose (UI/kg administradas 3x /semana)
Peso (kg) Mediana Dose de manutenção habitual
< 10 100 75-150
10-30 75 60-150
>30 33 30-100

Os dados clínicos disponíveis sugerem que os doentes cujos valores iniciais de hemoglobina são muito baixos (< 6,8 g/dl ou < 4,25 mmol/l) podem necessitar de doses de manutenção mais elevadas do que aqueles cuja anemia inicial é menos grave (Hb > 6,8 g/dl ou > 4,25 mmol/l).

Doentes adultos em diálise peritoneal:
O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de correcção:
Dose inicial de 50 UI/kg, 2 vezes por semana por via intravenosa

Fase de manutenção:
Ajuste da dose de modo a manter os valores de hemoglobina no nível pretendido: Hb entre 10 e 12 g/dl (6,2 - 7,5 mmol/l). Dose de manutenção entre 25 e 50 UI/kg, 2 vezes por semana repartida por duas injecções iguais.

Doentes adultos com insuficiência renal ainda não submetidos a diálise:
O tratamento divide-se em duas fases:

Fase de correcção:
Dose inicial de 50 UI/kg, 3 vezes por semana por via intravenosa, seguida, se necessário, por um aumento da dose em incrementos de 25 UI/kg (3 vezes por semana) até ser atingido o objectivo pretendido (isto deverá ser feito em etapas de pelo menos quatro semanas).

Fase de manutenção:
Ajuste da dose de modo a manter os valores de hemoglobina no nível pretendido: Hb entre 10 e 12 g/dl (6,2 - 7,5 mmol/l). Dose de manutenção entre 17 e 33 UI/kg, 3 vezes por semana por via intravenosa.

A dose máxima não deve exceder 200 UI/kg, 3 vezes por semana.

Tratamento de doentes com anemia induzida por quimioterapia:

A epoetina alfa deve ser administrada por via subcutânea a doentes com anemia (p. ex., concentração de hemoglobina ≤ 10 g/dl (6,2 mmol/l). Os sintomas e as sequelas da anemia podem variar com a idade, o sexo e a carga geral da doença; sendo necessária a avaliação por parte de um médico do estado clínico e da condição de cada doente.

Devido à variabilidade intra-doente, pode observar-se ocasionalmente valores de hemoglobina superiores e inferiores ao nível de hemoglobina desejado num doente individual. A variabilidade da hemoglobina deve ser resolvida através da gestão da dose, tendo em consideração o intervalo de hemoglobina alvo de 10 g/dl (6,2 mmol/l) a 12 g/dl (7,5 mmol). Deve ser evitado um nível de hemoglobina sustentado superior a 12 g/dl (7,5 mmol/l), sendo de seguida fornecida uma orientação para o ajuste adequado da dose para os casos em que se observam valores de hemoglobina que excedam 12 g/dl (7,5 mmol/l).

Os doentes devem ser monitorizados de perto para assegurar que é utilizada a dose mais baixa aprovada de epoetina alfa a fim de fornecer um controlo adequado dos sintomas da anemia.

O tratamento com epoetina alfa deve continuar até um mês após o final da quimioterapia.

A dose inicial é de 150 UI/kg administrada por via subcutânea, 3 vezes por semana. Em alternativa, a epoetina alfa pode ser administrada numa dose inicial de 450 UI/kg por via subcutânea, uma vez por semana. Se a hemoglobina tiver aumentado em pelo menos 1 g/dl (0,62 mmol/l) ou a contagem de reticulócitos tiver aumentado ≥ 40.000 células/μl acima dos valores iniciais após 4 semanas de tratamento, a dose deve ser mantida em 150 UI/kg, 3 vezes por semana ou 450 UI/kg uma vez por semana. Se o aumento de hemoglobina for < 1 g/dl (< 0,62 mmol/l) e a contagem de reticulócitos tiver aumentado < 40.000 células/μl acima dos valores iniciais, a dose deve ser aumentada para 300 UI/kg, 3 vezes por semana. Se após 4 semanas adicionais de tratamento com uma dose de 300 UI/kg, 3 vezes por semana, a hemoglobina tiver aumentado ≥ 1 g/dl (≥ 0,62 mmol/l) ou a contagem de reticulócitos tiver aumentado ≥ 40.000 células/μl, a dose ser mantida em 300 UI/kg, 3 vezes por semana. No entanto, se a hemoglobina tiver aumentado < 1 g/dl (< 0,62 mmol/l) e a contagem de reticulócitos tiver aumentado < 40.000 células/μl acima dos valores iniciais, é improvável que ocorra resposta ao tratamento com epoetina alfa e o tratamento deve ser interrompido.

Doentes adultos para cirurgia num programa de pré-doação autóloga:
Abseamed deve ser administrado por via intravenosa.
Na altura de doar sangue, Abseamed deve ser administrado após a conclusão do procedimento de doação de sangue.

Os doentes com anemia ligeira (hematócrito de 33 - 39%), que requerem um pré-depósito de ≥ 4 unidades de sangue, devem tratados com Abseamed numa dose de 600 UI/kg de peso corporal duas vezes por semana durante 3 semanas antes da cirurgia.

Todos os doentes em tratamento com Abseamed devem receber uma suplementação adequada com ferro (p. ex., 200 mg de ferro elementar por via oral por dia) ao longo do curso do tratamento. A substituição com ferro deve ser iniciada logo que seja possível, mesmo várias semanas antes de iniciar o pré-depósito autólogo a fim de alcançar elevadas reservas de ferro antes de iniciar o tratamento com Abseamed.

Tratamento de doentes adultos com cirurgia electiva ortopédica major programada:
Deve ser utilizada a via de administração subcutânea.
A dose recomendada é de 600 UI/kg de epoetina alfa, administrada semanalmente durante três semanas (dias 21, 14 e 7) antes da cirurgia e no dia da cirurgia (dia 0). Em casos em que exista uma necessidade clínica de reduzir o tempo antes da cirurgia para menos de três semanas, devem er administradas 300 UI/kg de epoetina alfa diariamente durante 10 dias consecutivos antes da cirurgia, no dia da cirurgia e durante quatro dias imediatamente após a cirurgia. Quando se fizerem análises hematológicas durante o período pré-operatório, se se atingir um nível de hemoglobina de 15 g/dl ou superior, a administração de epoetina alfa deve ser interrompida e não se devem administrar doses adicionais.

Devem ser tomadas precauções para assegurar que, no início do tratamento, os doentes não têm uma deficiência de ferro.

Todos os doentes em tratamento com epoetina alfa devem receber um suplemento adequado de ferro (p. ex., substituição oral de ferro com 200 mg de Fe2+ por dia) durante todo o período de tratamento com epoetina alfa. A administração de suplementos de ferro deve ser iniciada antes do tratamento com epoetina alfa, para que sejam atingidas as reservas de ferro adequadas.

Modo de administração
Abseamed é um produto estéril mas sem conservantes e destina-se a uma única utilização. Administre a quantidade necessária. Este medicamento não deve ser administrado por perfusão intravenosa ou misturado com outros medicamentos.

1. Injecção intravenosa: ao longo de, pelo menos, um a cinco minutos, dependendo da dose total. Em doentes hemodialisados, pode ser dada uma injecção em bólus durante a sessão de diálise, através de um acesso venoso adequado na linha de diálise. Em alternativa, a injecção pode ser
dada no final da sessão de diálise utilizando a agulha da fistula, seguida por lavagem com 10 ml de solução salina isotónica para assegurar a difusão satisfatória do medicamento na circulação. É preferível uma injecção mais lenta em doentes que reajam ao tratamento com sintomas do tipo gripal.

2. Injecção subcutânea: geralmente não deve ser excedido um volume máximo de 1 ml num local de injecção. Em caso de volumes superiores, deve ser escolhido mais de um local para injecção. As injecções são dadas nas coxas ou na parede abdominal anterior.

Em doentes com insuficiência renal crónica Abseamed não deve ser administrado subcutaneamente! Deve utilizar-se a via intravenosa.

Contra Indications

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes.

Doentes que desenvolvam Aplasia Eritróide Pura (AEP) após o tratamento com qualquer eritropoietina não devem receber Abseamed ou qualquer outra eritropoietina (ver secção 4.4 - Aplasia Eritróide Pura).

Hipertensão não controlada.
Na indicação “aumentar a colheita de sangue autólogo”: enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral no mês anterior ao tratamento, angina de peito instável, risco acrescido de trombose venosa profunda como antecedentes de doença tromboembólica venosa.

Doentes que por qualquer razão não podem receber uma profilaxia antitrombótica adequada.

A utilização de epoetina alfa em doentes com cirurgia electiva ortopédica major programada e que não participam num programa de pré-doação de sangue autólogo está contra-indicada em doentes com doença coronária grave, doença arterial periférica, carotídea ou doença vascular cerebral, incluindo doentes com enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral recente.

Special Precautions

Gerais
Em todos os doentes a receber tratamento com epoetina alfa, a tensão arterial deve ser monitorizada regularmente e controlada conforme a necessidade. A epoetina alfa deve ser utilizada com precaução em situações de hipertensão não tratada, inadequadamente tratada ou dificilmente controlável. Poderá ser necessário associar ou aumentar a terapêutica anti-hipertensora. Se a tensão arterial não puder ser controlada, o tratamento com epoetina alfa deve ser interrompido.

A epoetina alfa deve ser utilizada com precaução em situações de epilepsia e insuficiência hepática crónica.

Poderá ocorrer um aumento moderado e dependente da dose na contagem de plaquetas, dentro dos limites normais, durante o tratamento com epoetina alfa. Este regride com a continuação da terapêutica. Recomenda-se que a contagem de plaquetas seja monitorizada regularmente durante as primeiras 8 semanas de terapêutica.

Todas as outras causas de anemia (deficiência em ferro, hemólise, perdas de sangue, deficiências de vitamina B12 ou ácido fólico) devem ser consideradas e tratadas antes do início da terapêutica com epoetina alfa. Na maioria dos casos, os valores séricos de ferritina decrescem simultaneamente com o aumento no hematócrito. De modo a assegurar uma resposta óptima à epoetina alfa, devem ser asseguradas reservas adequadas de ferro:

- são recomendados suplementos de ferro, p.e., 200 - 300 mg de Fe2+/dia por via oral (100 - 200 mg de Fe2+/dia para doentes pediátricos) para doentes com insuficiência renal crónica cujos níveis séricos de ferritina sejam inferiores a 100 ng/ml
- é recomendada uma substituição oral de ferro com 200 - 300 mg de Fe2+/dia para todos os doentes oncológicos cuja saturação de transferrina seja inferior a 20%.

Todos estes factores aditivos de anemia também deverão ser cuidadosamente considerados, caso se decida aumentar a dose de epoetina alfa em doentes oncológicos. Na peri-cirurgia devem sempre seguir-se as boas práticas de utilização de sangue.

Aplasia Eritróide Pura (AEP)
Foi notificada muito raramente AEP mediada por anticorpos após meses a anos de tratamento com eritropoietina por via subcutânea. Em doentes que desenvolvam uma súbita perda de eficácia, caracterizada por uma diminuição na hemoglobina (1 a 2 g/dl por mês) com uma necessidade
aumentada de transfusões, deve ser obtida uma contagem de reticulócitos e devem ser investigadas as causas típicas da ausência de resposta (p. ex., deficiência de ferro, ácido fólico ou vitamina B12, intoxicação por alumínio, infecção ou inflamação, perdas de sangue e hemólise).

Se a contagem de reticulócitos corrigida para a anemia (isto é, o “índice” de reticulócitos) for baixa (< 20.000/mm3 ou < 20.000/microlitro ou < 0,5%), as contagens de plaquetas e de glóbulos brancos forem normais e se não tiver sido encontrada outra causa de perda da eficácia, devem ser determinados os anticorpos anti-eritropoietina e deverá ser considerado um mielograma para diagnóstico da AEP.

Se se suspeitar de AEP mediada por anticorpos anti-eritropoietina, o tratamento com Abseamed deve ser interrompido imediatamente. Não deve ser iniciado qualquer outro tratamento eritropoiético devido ao risco de reacções cruzadas. Podem ser administrados aos doentes tratamentos adequados, tais como transfusões sanguíneas, quando indicado.

Doentes com insuficiência renal crónica
Os dados de imunogenicidade para a utilização subcutânea de Abseamed em doentes em risco de uma AEP mediada por anticorpos, i.e., doentes com anemia renal, não são suficientes. Por isso, em doentes com anemia renal, o medicamento deve ser administrado por via intravenosa.

Em ensaios clínicos, observou-se um aumento do risco de morte e de acontecimentos vasculares graves quando foram administrados agentes estimuladores da eritropoiese (AEE) para alcançar uma hemoglobina superior a 12 g/dl (7,5 mmol/l).

Ensaios clínicos controlados não demonstraram benefícios significativos atribuíveis à administração de epoetinas quando a concentração de hemoglobina aumenta para além do nível necessário para controlar os sintomas da anemia e para evitar transfusões sanguíneas.

Os níveis de hemoglobina devem ser medidos regularmente até ser atingido um nível estável e periodicamente a partir desse momento. A taxa de aumento de hemoglobina deve ser aproximadamente de 1 g/dl (0,62 mmol/l) por mês e não deve exceder 2 g/dl (1,25 mmol/l) por mês para minimizar os riscos de agravamento da hipertensão.

Em casos isolados foi observada hipercaliemia. A correcção da anemia pode levar a um aumento do apetite e a uma maior ingestão de potássio e proteínas. As prescrições de diálise poderão ter de ser ajustadas periodicamente para manutenção dos níveis desejados de ureia, creatinina e potássio. Os electrólitos séricos devem ser monitorizados em doentes com insuficiência renal crónica. Se for detectado um nível de potássio sérico elevado (ou a aumentar), deve ser ponderada a suspensão da administração de epoetina alfa até ter sido corrigida a hipercaliemia.

Ao longo do tratamento com epoetina alfa é necessário com frequência um aumento na dose de heparina durante a hemodiálise em resultado do aumento dos valores do hematócrito. É possível a oclusão do sistema de diálise se a heparinização não for adequada.

Em doentes com insuficiência renal crónica e doença cardíaca isquémica ou insuficiência cardíaca congestiva clinicamente evidentes, a concentração de hemoglobina de manutenção não deve exceder o limite superior da concentração de hemoglobina alvo.

Com base na informação actualmente disponível, a correcção da anemia com epoetina alfa em doentes adultos insuficientes renais ainda não submetidos a diálise não acelera a taxa de progressão da insuficiência renal.

Doentes adultos oncológicos com anemia sintomática em quimioterapia Em doentes oncológicos em quimioterapia, o intervalo de 2 - 3 semanas entre a administração de epoetina alfa e o aparecimento de glóbulos vermelhos induzidos pela eritropoietina deve ser considerado quando se avalia se o tratamento com epoetina alfa é apropriado (doente em risco de receber transfusões).

Os níveis de hemoglobina devem ser medidos regularmente até ser atingido um nível estável e periodicamente a partir desse momento. Se a taxa de aumento da hemoglobina exceder 2 g/dl (1,25 mmol/l) por mês ou que o nível de hemoglobina exceder 13 g/dl (8,1 mmol/l), deve então
efectuar-se cuidadosamente a adaptação da dose detalhada na secção. Tratamento de doentes com anemia induzida por quimioterapia – Ajuste da dose para manter a concentração de hemoglobina entre 10 g/dl e 12 g/dl).

Uma vez que foi observado um aumento da incidência de acontecimentos vasculares trombóticos (AVT) em doentes oncológicos a fazer agentes estimuladores da eritropoiese, este risco deve ser cuidadosamente ponderado em relação ao benefício que deriva do tratamento (com
epoetina alfa) particularmente em doentes oncológicos com risco aumentado de acontecimentos vasculares trombóticos, tais como obesidade e doentes com antecedentes clínicos de AVT (p. ex., 10 trombose venosa profunda ou embolia pulmonar). Um estudo de investigação (estudo BEST) em mulheres com cancro da mama metastático foi concebido para determinar se o tratamento com epoetina alfa que se prolongasse para além da correcção da anemia podia melhorar os resultados dotratamento. Nesse estudo, a incidência de acontecimentos tromboembólicos fatais foi superior nas doentes que recebiam epoetina alfa do que nas que recebiam placebo.

De acordo com o acima descrito, em algumas situações clínicas, as transfusões sanguíneas devem ser o tratamento prefencial para o controlo da anemia em doentes com cancro. A decisão de administrar eritropoietinas recombinantes deve basear-se na avaliação da relação risco/benefício com a participação do doente individual, que deve também ter em consideração o contexto clínico específico. Os factores que devem ser considerados nesta avaliação devem incluir o tipo de tumor e o seu estadio; o grau de anemia; a esperança de vida; o ambiente no qual o doente está a ser tratado e a preferência do doente.

Doentes adultos de cirurgia num programa de pré-doação autóloga
Todas as advertências e precauções especiais associadas a programas de pré-doação autóloga devem ser respeitadas, em especial na reposição do volume de rotina.

Doentes com cirurgia electiva ortopédica major programada
Em doentes com cirurgia electiva ortopédica major programada, a causa da anemia deve ser estabelecida e tratada, se possível, antes do início do tratamento com epoetina alfa. Os acontecimentos trombóticos podem ser um risco nesta população e esta possibilidade deve ser cuidadosamente
avaliada em relação ao benefício que deriva do tratamento neste grupo de doentes.

Os doentes com cirurgia electiva ortopédica major programada devem receber profilaxia antitrombótica adequada, uma vez que podem ocorrer acontecimentos trombóticos e vasculares em doentes cirúrgicos, especialmente os que apresentam doença cardiovascular subjacente. Para além
disso, também deverá ser observada precaução especial em doentes com predisposição para o desenvolvimento de trombose venosa profunda (TVP). Não se pode também excluir a possibilidade de o tratamento com epoetina alfa se poder associar a um aumento do risco de acontecimentos
trombóticos/vasculares pós-operatórios em doentes com um valor inicial de hemoglobina > 13 g/dl. Como tal, a epoetina alfa não deve ser utilizada em doentes com valores iniciais de hemoglobina > 13 g/dl.

Potencial de crescimento tumoral
As eritropoietinas são factores de crescimento que estimulam primariamente a produção de glóbulos vermelhos. Pode existir expressão de receptores de eritropoietina na superfície de diversas células tumorais. Tal como com todos os factores de crescimento, existe uma preocupação com a possibilidade das epoetinas poderem estimular o crescimento de tumores.. Em vários ensaios controlados, as epoetinas não demonstraram melhorar a sobrevivência geral ou a diminuição do risco de progressão tumoral em doentes com anemia associada ao cancro.
Em estudos clínicos controlados, a utilização de epoetina alfa e de outros agentes estimuladores da eritropoiese (AEE) demonstraram:

- redução do controlo locoregional em doentes com cancro avançado da cabeça e do pescoço submetidos a radioterapia quando administradas para alcançar uma hemoglobina superior a 14 g/dl (8,7 mmol/l).
- sobrevivência geral reduzida e aumento do número de mortes atribuídos à progressão da doença aos 4 meses em doentes com cancro da mama metastático submetidos a quimioterapia quando administradas para alcançar uma hemoglobina de 12 - 14 g/dl (7,5 - 8,7 mmol/l).
- aumento do risco de morte quando administradas para alcançar uma hemoglobina de 12 g/dl (7,5 mmol/l) em doentes com doença maligna activa que não estejam a ser submetidos a 11 quimioterapia nem radioterapia. Os AEE não estão indicados para a utilização nesta população de doentes.

Excipientes
Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por dose, i. e. essencialmente “livre de sódio”.

Interactions

Não existe evidência que indique que o tratamento com epoetina alfa altera o metabolismo de outros medicamentos. No entanto, uma vez que a ciclosporina se liga aos glóbulos vermelhos existe potencial para uma interacção. Se a epoetina alfa for administrada concomitantemente com ciclosporina, os níveis sanguíneos desta devem ser monitorizados e a sua dose deve ser ajustada em função do aumento do hematócrito.

Não existe evidência que indique uma interacção entre a epoetina alfa e G-CSF ou GM-CSF em relação à diferenciação hematológica ou proliferação in vitro de tecido tumoral obtido por biopsia.

Adverse Reactions

A reacção adversa mais frequente é um aumento na tensão arterial ou um agravamento da hipertensão existente. Podem ocorrer crises hipertensivas com sintomas do tipo encefalopatia. Deve ser dada atenção ao aparecimento súbito de cefaleias graves tipo enxaqueca como um possível sinal de alarme.

Gerais

Foram descritas erupções cutâneas não específicas em associação com epoetina alfa.

Podem ocorrer sintomas de tipo gripal tais como cefaleias, artralgias, sensação de fraqueza, tonturas e cansaço, especialmente no início do tratamento.

Foi observada trombocitose mas a sua ocorrência é muito rara.

Foram notificados acontecimentos trombóticos/vasculares, tais como isquémia do miocárdio, enfarte do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais (hemorragia cerebral e enfarte cerebral), crises isquémicas transitórias, trombose venosa profunda, trombose arterial, embolia pulmonar, aneurismas, trombose da retina e coagulação de um rim artificial em doentes a receberem agentes eritropoiéticos, incluindo doentes tratados com epoetina alfa.

Foram notificadas raramente reacções de hipersensibilidade com epoetina alfa incluindo casos isolados de angioedema e reacção anafilática.

Foi notificada eritroblastopenia (AEP) mediada por anticorpos após meses a anos de tratamento com epoetina alfa. Na maioria destes doentes, foram observados anticorpos anti-eritropoietinas.

Doentes adultos e pediátricos em hemodiálise, doentes adultos em diálise peritoneal e doentes adultos com insuficiência renal ainda não submetidos a diálise

A reacção adversa mais frequente durante o tratamento com epoetina alfa é um aumento dependente da dose da tensão arterial ou um agravamento da hipertensão existente. Estes aumentos na tensão arterial podem ser tratados com medicamentos. Além disso, recomenda-se a monitorização da tensão arterial particularmente no início do tratamento. Também ocorreram as seguintes reacções em doentes isolados com tensão arterial normal ou baixa: crises hipertensivas com sintomas do tipo encefalopatia (p. ex., cefaleias e estado de confusão) e convulsões tónico-clónicas generalizadas, necessitando de cuidados médicos imediatos e tratamento intensivo. Deve ser dada particular atenção ao aparecimento súbito de cefaleias graves tipo enxaqueca como um possível sinal de alerta.

Pode ocorrer trombose do shunt, especialmente em doentes com tendência para hipotensão ou com complicações da fístula arteriovenosa (p. ex., estenoses, aneurismas, etc.). Nestes doentes recomendase a revisão precoce do shunt e a profilaxia da trombose através da administração de ácido acetilsalicílico, por exemplo.

Doentes oncológicos adultos com anemia sintomática em quimioterapia

Pode ocorrer hipertensão em doentes tratados com epoetina alfa. Consequentemente, a hemoglobina e a tensão arterial devem ser cuidadosamente monitorizadas.

Foi observado um aumento da incidência dos acontecimentos vasculares trombóticos em doentes tratados om agentes eritropoiéticos.

Doentes para cirurgia em programas de pré-doação autóloga

Independentemente do tratamento com eritropoietina, podem ocorrer acontecimentos trombóticos e vasculares em doentes para cirurgia com doença cardiovascular subjacente a seguir a flebotomia repetida. Assim, nestes doentes deve proceder-se com rotina à reposição do volume.

Doentes com cirurgia electiva ortopédica major programada

Em doentes com cirurgia electiva ortopédica major programada, com um valor inicial de hemoglobina de 10 a 13 g/dl, a incidência de acontecimentos trombóticos/vasculares (na maioria TVP), na população total de doentes dos ensaios clínicos, pareceu ser semelhante entre os grupos tratados com diferentes dosagens de epoetina alfa e o grupo placebo, embora a experiência clínica seja limitada.

Além disso, em doentes com um valor inicial de hemoglobina de > 13 g/dl, a possibilidade do tratamento com epoetina alfa estar associado a um aumento do risco de acontecimentos trombóticos/vasculares pós-operatórios não pode ser excluída.

Manufacturer

Medice Arzneimittel

Updated

23 September 2009

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Abseamed