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Psychiatry/Mental Health Drug Data - A-Z (Portugues)

Drug Description

Cada comprimido contém 5 mg de aripiprazol. Excipiente: 67 mg lactose por comprimido.

Presentation

Comprimido Rectangular e azul, com as marcações "A-007" e "5" numa face

Indications

ABILIFY é indicado para o tratamento da esquizofrenia.

ABILIFY é indicado para o tratamento do episódio maníaco moderado a grave na perturbação bipolar I e para a prevenção de novos episódios maníacos nos doentes que experimentaram predominantemente episódios maníacos e em que o episódio maníaco respondeu ao tratamento com
aripiprazol.

Adult Dosage

Esquizofrenia:
A dose inicial recomendada para o ABILIFY é de 10 ou 15 mg/dia com uma dose de manutenção de 15 mg/dia, administrada uma vez por dia e independentemente das refeições.

ABILIFY é eficaz no intervalo posológico de 10 a 30 mg/dia. Não foi demonstrado aumento da eficácia com doses superiores à dose diária de 15 mg, apesar de alguns doentes poderem beneficiar de uma dose superior. A dose diária máxima não deverá exceder 30 mg.

Episódios maníacos:
A dose inicial recomendada para o ABILIFY é de 15 mg, administrada uma vez por dia independentemente das refeições, em monoterapia ou em terapêutica combinada. Alguns doentes podem beneficiar de uma dose maior. A dose diária máxima não deverá exceder 30
mg.

Prevenção da recorrêncis de episódios maníacos na perturbação bipolar I:
Na prevenção da recorrência de episódios maníacos em doentes medicados com aripiprazol, o tratamento deve ser continuado na mesma dose. Os ajustes da dose diária, incluindo a redução da dose devem ser considerados com base na situação clínica.

Os comprimidos de ABILIFY destinam-se à via oral.

Crianças e adolescentes: não existe experiência em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.

Doentes com compromisso hepático: não é necessário ajuste posológico para doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado. Nos doentes com compromisso hepático grave, os dados disponíveis são insuficientes para estabelecer recomendações. As administrações devem ser cuidadosamente controladas nestes doentes. No entanto, a dose diária máxima de 30 mg deve ser utilizada com precaução nos doentes com compromisso hepático grave.

Doentes com compromisso renal: não é necessário ajuste posológico para doentes com compromisso renal.

Idoso: a eficácia de ABILIFY no tratamento da esquizofrenia e da perturbação bipolar I não foi estabelecida nos doentes com idade igual ou superior a 65 anos. Devido à maior susceptibilidade desta população, deve ser considerada uma dose inicial inferior, quando justificada por factores clínico.

Sexo: não é necessário ajuste posológico para os doentes do sexo feminino em comparação com os doentes do sexo masculino.

Tabagismo: de acordo com a via metabólica de ABILIFY não é necessário ajuste posológico para os fumadores.

Ajustes posológicos devido a interacções:
A dose de aripiprazol deve ser reduzida em caso de administração concomitante de inibidores potentes da CYP3A4 ou CYP2D6. Quando o inibidor da CYP3A4 ou CYP2D6 for retirado da terapêutica de associação, a dose de aripiprazol deverá então ser aumentade.

A dose de aripiprazol deve ser aumentada na administração concomitante de indutores potentes da CYP3A4. Quando o indutor da CYP3A4 for retirado da terapêutica de associação, a dose de aripiprazol deverá então ser reduzida para a dose recomendada.

Contra Indications

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes.

Special Precautions

Durante o tratamento com antipsicóticos podem ser necessários vários dias até algumas semanas para a melhoria da situação clínica do doente. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados durante todo este período.

A ocorrência de comportamento suicida é inerente às doenças psicóticas e perturbações do comportamento e em alguns casos foi notificada logo após o início, ou mudança, da terapia antipsicótica, incluindo o tratamento com aripiprazol (ver secção 4.8). A terapia antipsicótica dos
doentes de risco elevado deve ser acompanhada de supervisão cuidadosa. Os resultados de um estudo epidemiológico mostram que não houve aumento de risco de suicídio com o aripiprazol em comparação com outros antipsicóticos nos doentes com perturbação bipolar.

Afecções cardiovasculares: o aripiprazol deve ser utilizado com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida (história de enfarte do miocárdio ou doença cardíaca isquémica, insuficiência cardíaca ou perturbação da condução), doença cerebrovascular, situações que predispõem
os doentes para hipotensão (desidratação, hipovolemia e tratamento com medicamentos antihipertensores) ou hipertensão, incluindo acelerada ou maligna.

Perturbações da condução: em ensaios clínicos de aripiprazol, a incidência do intervalo QT prolongado foi comparável ao placebo. Tal como com outros antipsicóticos, o aripiprazol deve ser utilizado com precaução em doentes com antecedentes familiares do intervalo QT prolongado.

Discinesia tardia: nos ensaios clínicos de duração igual ou inferior a um ano, durante o tratamento com aripiprazol houve notificações pouco frequentes de discinesia emergente com o tratamento. Se surgirem sinais e sintomas de discinesia tardia num doente medicado com ABILIFY, deve ser considerada a redução da dose ou a sua interrupção. Estes sintomas podem-se agravar temporariamente, ou podem mesmo surgir, após a interrupção do tratamento.

Síndrome neuroléptico maligno (SNM): o SNM é um conjunto de sintomas potencialmente fatal associado aos medicamentos antipsicóticos. Nos ensaios clínicos foram notificados casos raros de SNM durante o tratamento com aripiprazol. As manifestações clínicas do SNM são hiperpirexia,
rigidez muscular, estado mental alterado e evidência de instabilidade autonómica (pulso ou pressão arterial irregulares, taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca). Sinais adicionais podem incluir elevação da creatinafosfoquinase, mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. No
entanto, foram notificadas elevação da creatinafosfoquinase e rabdomiólise, não necessariamente associadas a SNM. Se um doente desenvolver sinais e sintomas indicativos de SNM, ou apresentar febre elevada inexplicável sem manifestações clínicas adicionais de SNM, todos os medicamentos antipsicóticos deverão ser interrompidos, incluindo ABILIFY.

Convulsões: nos ensaios clínicos foram notificados casos pouco frequentes de convulsões durante o tratamento com aripiprazol. Consequentemente, o aripiprazol deve ser utilizado com precaução em doentes com antecedentes de crises convulsivas ou com situações associadas a convulsões.

Doentes idosos com psicose relacionada com demência: Aumento da mortalidade: em três ensaios de aripiprazol controlados por placebo (n=938; idade média: 82,4 anos; intervalo: 56-99 anos) em doentes idosos com psicose associada à doença de Alzheimer, os doentes tratados com aripiprazol estavam em risco aumentado de morte em comparação com o placebo. A taxa de morte nos doentes tratados com aripiprazol foi de 3,5% em comparação com 1,7% no grupo do placebo. Apesar das causas das mortes serem variadas, a maioria das mortes aparentou ser de natureza cardiovascular (por ex. falência cardíaca, morte súbita) ou infecciosa (por ex. pneumonia).

Reacções adversas cerebrovasculares: nos mesmos ensaios foram notificadas, nos doentes (idade média: 84 anos; intervalo: 78-88 anos), reacções adversas cerebrovasculares (por ex. acidente vascular cerebral, acidente isquémico transitório), incluindo casos fatais. Nestes ensaios, de modo global, 1,3% dos doentes tratados com aripiprazol notificaram reacções adversas cerebrovasculares, em comparação com 0,6% dos doentes tratados com placebo. Esta diferença não foi estatisticamente significativa. No entanto, num destes ensaios, um ensaio de dose fixa, houve uma relação significativa na resposta dependente da dose quanto às reacções adversas cerebrovasculares nos doentes tratados com aripiprazol.

ABILIFY não está indicado para o tratamento de psicose relacionada com demência.

Hiperglicemia e diabetes mellitus: em doentes tratados com medicamentos antipsicóticos atípicos, incluindo ABILIFY, foi notificada hiperglicemia, em alguns casos extrema e associada a cetoacidose ou coma hiperosmolar ou morte. Os factores de risco que podem predispor os doentes para
complicações graves incluem obesidade e antecedentes familiares de diabetes. Nos ensaios clínicos com aripiprazol não houve diferenças significativas nas taxas de incidência de reacções adversas relacionadas com hiperglicemia (incluindo diabetes) nem dos valores laboratoriais de glicemia anómalos, em comparação com o placebo. Não estão disponíveis estimativas precisas do risco de reacções adversas relacionadas com hiperglicemia em doentes tratados com ABILIFY e com outros medicamentos antipsicóticos atípicos que permitam comparações directas. Os doentes tratados com quaisquer medicamentos antipsicóticos, incluindo ABILIFY, devem ser observados quanto a sinais e sintomas de hiperglicemia (tais como polidipsia, poliúria, polifagia e fraqueza) e os doentes com diabetes mellitus ou com factores de risco para diabetes mellitus devem ser regularmente monitorizados quanto ao agravamento do controlo da glucose.

Hipersensibilidade: tal como com outros medicamentos, podem ocorrer reacções de hipersensibilidade com o aripiprazol, caracterizadas por sintomas alérgicos.

Aumento de peso: o aumento de peso é frequentemente observado em doentes esquizofrénicos e com mania bipolar devido às co-morbilidades, utilização de antipsicóticos que se sabe que causam aumento de peso, estilo de vida pouco saudável, e que podem levar a complicações graves. O aumento de peso foi notificado na pós-comercialização em doentes medicados com ABILIFY. Quando observado, geralmente é nos doentes com factores de risco significativos tais como antecedentes de diabetes, doenças da tiroideia ou adenoma da pituitária. Em ensaios clínicos o aripiprazol não mostrou induzir aumento de peso clinicamente relevante.

Disfagia: alterações da motilidade esofágica e aspiração foram associadas ao tratamento com antipsicóticos, incluindo ABILIFY. O aripiprazol e outras substâncias activas antipsicóticas devem ser utilizados com precaução em doentes com risco de pneumonia por aspiração.

Lactose: os comprimidos de ABILIFY contêm lactose. Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp, ou malabsorção de glucose-galactose, não devem tomar este medicamento.

Interactions

O aripiprazol tem potencial para acentuar o efeito de certos medicamentos antihipertensores, devido ao seu antagonismo dos receptores α1-adrenérgicos.

Atendendo aos efeitos primários do aripiprazol no SNC, deverá ter-se precaução quando o aripiprazol for administrado em associação com álcool ou outros medicamentos com acção no SNC e que tenham reacções adversas sobreponíveis, tais como a sedação.

Deverá ter-se precaução se o aripiprazol for administrado concomitantemente com medicamentos que se sabe que causam intervalo QT prolongado ou desequilíbrio electrolítico.

Potencial de outros medicamentos para afectar ABILIFY:

Um bloqueador do ácido gástrico, o antagonista H2 famotidina, reduz a taxa de absorção do aripiprazol, mas este efeito não foi considerado clinicamente relevante.

O aripiprazol é metabolizado por vias múltiplas envolvendo as enzimas CYP2D6 e CYP3A4, mas não as enzimas CYP1A. Consequentemente, não é necessário ajuste posológico para os fumadores.

Num ensaio clínico em indivíduos saudáveis, um inibidor potente da CYP2D6 (quinidina) aumentou a AUC do aripiprazol em 107%, enquanto a Cmax não foi alterada. A AUC e a Cmax do dehidroaripiprazol, o metabolito activo, diminuíram em 32% e 47%. Na administração concomitante de
ABILIFY e de quinidina, a dose de ABILIFY deve ser reduzida para aproximadamente metade da dose prescrita. Pode-se esperar que outros inibidores potentes da CYP2D6, tais como a fluoxetina e a paroxetina, tenham efeitos similares e, consequentemente, devem ser aplicadas reduções similares das doses.

Num ensaio clínico em indivíduos saudáveis, um inibidor potente da CYP3A4 (cetoconazol) aumentou a AUC e a Cmax do aripiprazol em 63% e 37%, respectivamente. A AUC e a Cmax do dehidro-aripiprazol aumentaram em 77% e 43%, respectivamente. Nos metabolizadores fracos da
CYP2D6, a utilização concomitante de inibidores potentes da CYP3A4 pode resultar em concentrações plasmáticas do aripiprazol mais elevadas, em comparação com as dos metabolizadores extensos da CYP2D6. Quando se considerar a administração concomitante de cetoconazol ou de
outros inibidores potentes da CYP3A4 com ABILIFY, os potenciais benefícios devem compensar os potenciais riscos para o doente. Na administração concomitante de cetoconazol com ABILIFY, a dose de ABILIFY deve ser reduzida para aproximadamente metade da dose prescrita. Pode-se esperar que outros inibidores potentes da CYP3A4, tais como o itraconazol e os inibidores da protease do VIH tenham efeitos similares e, consequentemente, devem ser aplicadas reduções similares das doses.

Após a interrupção do inibidor da CYP2D6 ou 3A4, a dose de ABILIFY deve ser aumentada para o valor anterior ao início da terapêutica concomitante.

Quando inibidores fracos da CYP3A4 (por ex. diltiazem ou escitalopram) ou da CYP2D6 são utilizados concomitantemente com ABILIFY, podem ser esperados pequenos aumentos nas concentrações de aripiprazol.

Após a administração concomitante de carbamazepina, um indutor potente da CYP3A4, as médias geométricas da Cmax e AUC para o aripiprazol foram 68% e 73% inferiores, respectivamente, em comparação com a administração do aripiprazol (30 mg) em monoterapia. Similarmente, para o
dehidro-aripiprazol, as médias geométricas de Cmax e AUC após a co-administração de carbamazepina foram 69% e 71% inferiores, respectivamente, às obtidas após o tratamento com o aripiprazol em monoterapia.

A dose de ABILIFY deve ser duplicada na administração concomitante de ABILIFY com carbamazepina. Pode-se esperar que outros indutores potentes da CYP3A4 (tais como rifampicina, rifabutina, fenitoína, fenobarbital, primidona, efavirenz, nevirapina e Hipericão) tenham efeitos semelhantes e, consequentemente, devem ser aplicados aumentos similares das doses. Após a interrupção dos indutores potentes da CYP3A4, a dose de ABILIFY deve ser reduzida para a dose recomendada.

Não houve alterações clinicamente significativas nas concentrações de aripiprazol quando o valproato ou o lítio foram administrados concomitantemente com o aripiprazol.

Potencial de ABILIFY para afectar outros medicamentos:

Em estudos clínicos, doses de 10-30 mg/dia de aripiprazol não tiveram efeito significativo no metabolismo de substratos das CYP2D6 (razão dextrometorfano/3-metoximorfinano), 2C9 (varfarina), 2C19 (omeprazol) e 3A4 (dextrometorfano). Adicionalmente, o aripiprazol e o dehidro-aripiprazol não mostraram potencial para alterar in vitro o metabolismo mediado pela CYP1A2. Consequentemente, não é provável que o aripiprazol cause interacções medicamentosas clinicamente importantes mediadas por estas enzimas.

Quando o aripiprazol foi administrado concomitantemente com valproato, lítio ou lamotrigina, não houve alteração clinicamente importante nas concentrações de valproato, lítio ou lamotrigina

Adverse Reactions

As reacções adversas notificadas com mais frequência em ensaios controlados por placebo são cefaleias, insónias e náuseas, ocorrendo cada uma em mais de 10 % dos doentes tratados com aripiprazol por via oral.

As reacções adversas que se seguem ocorreram com maior frequência (≥ 1/100) do que o placebo, ou foram identificados como reacções adversas possivelmente com significado clínico (*). A frequência listada abaixo é definida utilizando a seguinte convenção: frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) e pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100).

Perturbações do foro psiquiátrico
Frequentes: agitação psicomotora, insónia, ansiedade
Pouco frequentes: depressão*

Doenças do sistema nervoso
Frequentes: perturbações extrapiramidais, acatisia, tremor, tonturas, sonolência, sedação, cefaleias

Afecções oculares
Frequentes: visão turva

Cardiopatias
Pouco frequentes: taquicardia*

Vasculopatias
Pouco frequentes: hipotensão ortostática*

Doenças gastrointestinais
Frequentes: dispepsia, vómitos, náuseas, obstipação, hipersecreção salivar

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Frequentes: fadiga

Sintomas extrapiramidais (EPS): Esquizofrenia - num ensaio controlado de longa duração, de 52 semanas, os doentes tratados com aripiprazol apresentaram uma menor incidência geral (25,8%) de EPS, incluindo parkinsonismo, acatisia, distonia e discinesia, em comparação com os tratados com haloperidol (57,3%). Num ensaio controlado por placebo de longa duração, de 26 semanas, a incidência de EPS foi de 19% para os doentes tratados com aripiprazol e de 13,1% para os doentes tratados com placebo. Num outro ensaio controlado de longa duração, de 26 semanas, a incidência de EPS foi de 14,8% para os doentes tratados com aripiprazol e de 15,1% para os doentes tratados comolanzapina. Episódios maníacos na perturbação bipolar I - num ensaio controlado de 12 semanas, a  incidência de EPS foi de 23,5% para os doentes tratados com aripiprazol e de 53,3% para os doentes tratados com haloperidol. Noutro ensaio de 12 semanas, a incidência de EPS foi de 26,6% para os doentes tratados com aripiprazol e de 17,6% para os doentes tratados com lítio. Na fase de manutenção de um ensaio controlado por placebo de longa duração de 26 semanas, a incidência de EPS foi de 18,2% para os doentes tratados com aripiprazol e de 15,7% para os doentes tratados com placebo.

Em ensaios controlados por placebo, a incidência de acatisia nos doentes bipolares foi de 12,1% com aripiprazol e de 3,2% com placebo. Nos doentes com esquizofrenia, a incidência de acatisia foi de 6,2% com aripiprazol e de 3,0% com placebo.

Distonia: Efeito de classe: em indivíduos susceptíveis podem ocorrer sintomas de distonia, contracções de grupos musculares anómalas prolongadas durante os primeiros dias do tratamento. Os sintomas distónicos incluem: espasmo dos músculos do pescoço, por vezes progredindo  ara aperto da garganta, difi uldade em deglutir, dificuldade em respirar e/ou protusão da língua. Apesar destes sintomas poderem ocorrer com doses baixas, verificam-se com mais frequência e maior gravidade com doses altas dos antipsicóticos de primeira geração mais potentes. É observado um risco elevado de distonia aguda nos indivíduos do sexo masculino e em grupos etários mais jovens.

As comparações entre o aripiprazol e o placebo quanto às percentagens de doentes com alterações nos parâmetros dos testes laboratoriais de rotina e nos parâmetros lipídicos.

potencialmente relevantes para a clínica não revelaram diferenças clinicamente importantes. Foram observadas elevações da creatinafosfoquinase (CPK), geralmente transitórias e assintomáticas, em 3,5% dos doentes tratados com aripiprazol em comparação com 2,0% dos doentes que receberam placebo.

Outros dados:
Reacções adversas que se sabe estarem associadas à terapêutica antipsicótica e também notificadas durante o tratamento com o aripiprazol incluem síndroma neuroléptico maligno, discinesia tardia, convulsões, reacções adversas cerebrovasculares e aumento da mortalidade em doentes idosos com demência, hiperglicemia e diabetes mellitus.

Pós-comercialização:
As reacções adversas descritas de seguida foram notificadas durante a vigilância do póscomercialização. A frequência destas reacções é considerada desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático:
leucopenia, neutropenia, trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário:
reacção alérgica (por ex. reacção anafiláctica, angioedema incluindo língua inchada, edema da língua, edema facial, prurido ou urticária)

Doenças endócrinas:
hiperglicemia, diabetes mellitus, cetoacidose diabética, coma hiperosmolar diabético

Doenças do metabolismo e da nutrição:
aumento de peso, peso diminuído, anorexia, hiponatrenia

Perturbações do foro psiquiátrico:
agitação, nervosismo, tentativa de suicídio, ideação suicida e suicídio consumado

Doenças do sistema nervoso:
anomalia da fala, Síndrome Neuroléptico Maligno (SNM), convulsão de grande mal

Cardiopatias:
intervalo QT prolongado, arritmias ventriculares, morte súbita inexplicável, paragem cardíaca, torsade de pointes, bradicardia

Vasculopatias:
síncope, hipertensão, acontecimentos tromboembólicos

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:
espasmo orofaríngeo, laringospasmo, pneumonia por aspiração

Doenças gastrointestinais:
pancreatite, disfagia, desconforto abdominal, desconforto do estômago, diarreia

Afecções hepatobiliares:
icterícia, hepatite, aumento da alanina aminotransferase (ALT), aumento da aspartato aminotransferase (AST), aumento da gama-glutamiltransferase (GGT), aumento da fosfatase alcalina

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
erupção cutânea, reacção de fotossensibilidade, alopécia, hiperhidrose

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:
rabdomiólise, mialgia, rigidez

Doenças renais e urinárias:
incontinência urinária, retenção urinária

Doenças dos órgãos genitais e da mama:
priapismo

Perturbações gerais e alterações no local de administração:
perturbação na regulação da temperatura (por ex. hipotermia, pirexia), dor torácica, edema periférico

Exames complementares de diagnóstico:
aumento da creatinafosfoquinase, hiperglicemia, flutuação da glicose no sangue, hemoglobina glicosilada aumentada

Manufacturer

Otsuka Pharmaceutical Europe Ltd

Updated

23 September 2009

Drug Languages: en it fr de es no nl pt se

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